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14 de agosto de 2011

It´s not gonna be that easy

Medo. Talvez a raiz de nossos maiores problemas. A idéia de confrontá-lo parece insuportável. Construímos paredes ao seu redor para de alguma forma sustentar o que restou de nós. Nos adaptamos a uma vida menor pelo simples fato de não conseguir tirar o medo do centro da nossa história. Somos limitados e definidos por ele.

E acredite: ninguém está safo. Todos estão danificados, todos padecem de alguma forma por causa dele. O medo parece já ter nascido em nós, parece fazer parte das nossas entranhas, mas não precisa ser assim pra sempre.

Há uma vida de liberdade sem privações derivadas do medo. Há esperança querendo sobrepujar o medo porque medo e esperança não podem coexistir num mesmo espaço. É preciso tirá-lo para dar liberdade a esperança. É preciso tirar a noite para chegar o dia.  

Mas não será tão fácil. Só depende de você. Você e eu somos as únicas pessoas que podem derrubar essas paredes.

3 de agosto de 2011

The most boring and great hero



Assisti nessa semana Capitão América - O Primeiro Vingador sem conhecer quase nada da sua complexa história - a qual só sei que é complexa devido a uma carona com @matheusipv onde tive que ouvir todas ramificações de sua história no mundo Marvel. Sendo assim, me perdoe a aparente superficialidade.

Steve Rogers é o típico loser que se torna herói assim como Peter Park, Bruce Wayne, Cebolinha e tantos outros que vemos por aí. Em geral, todo super herói de sucesso parece que precisa:

- Sofrer bullyng
- Ter father issues
- Não pegar ninguém
- Ser rejeitado pela sociedade
- Usar um uniforme muito cafona
- Ser um stalker da menina mais bonita da cidade

Claro que tudo isso é só nos primeiros minutos porque depois a coisa toda anda e evolui, né?



Já reparou que esse perfil se conecta com a massa da sociedade de hoje? Pense bem e me diga se você não se encaixa ou já se encaixou em pelo menos dois dos tópicos acima. Todos nós sonhamos em um dia deixar esse submundo que vivemos pela glória de ser reconhecido pelo nosso altruísmo. O que vemos nos blockbusters é um reflexo de um anseio natural da humanidade que é saciado através da película. Afinal, todos queremos fazer algo empolgante com a nossa vida além de trabalhar todos os dias para se manter vivo.

De qualquer forma, Steve Rogers se destacou pra mim. No filme não havia sangue, cabeças rolando, grandes lutas coreografadas, nem super poderes - "apenas" o apocalipse nosso de cada dia. Pera aí gente! A arma dele é um escudo? Escudo não é ataque, é defesa! Ele não voa? Não salta de prédios? Tem que ver isso aí porque o Tio Sam escolheu justo ele para ser seu representante na luta contra Hitler, para ser (dentro várias opções) o herói que representa a América.

A diferença se baseia no fato de que ele não é um super herói - ele é eu e você que não temos nada de útil aparente para oferecer. Somos fracos e por várias vezes ficamos no banco de reserva (e olhe lá), apanhamos dos mais fortes nos becos da vida, somos comparados com os estereótipos, somos medrosos e nos sentimos incapazes até que alguém decida confiar e investir em nosso potencial. Alguém que enxergue o que ninguém mais conseguiu enxergar.

O que ele tem que muitos não tem é a determinação de lutar por uma causa que não é sua mesmo que isso signifique se jogar em cima de uma granada enquanto todos da equipe tentam se defender. O que ele tem que muitos não tem é a confiança que dentro dele reside tudo que ele precisa para ser quem nasceu pra ser.

E é por isso que muitos que nasceram para ser Capitão América continuam sendo Steve Rogers.

2 de agosto de 2011

Why Jesus took 3 days 2 come back



“Jesus esperou três dias para voltar a vida. Foi perfeito! Se ele tivesse esperado apenas um dia, muitas pessoas nem teriam ouvido que ele tinha morrido. Eles falariam “Hey, Jesus, e aí?” e Jesus provavelmente falaria “E aí? Eu morri ontem!” e todos eles diriam “Ah, você parece bem vivo para mim, cara…” e então Jesus teria que explicar como ele ressuscitou e como aquilo era um milagre e os caras ficariam “Ah, tá bom, que seja, cara…” E ele não vai voltar no sábado. Todo mundo está ocupado, fazendo tarefas, trabalhando no tear, arrumando a barba, NÃO. Ele esperou o número perfeito de dias, três. Além disso, é domingo, então todo mundo já está na igreja e eles estarão falando “Jesus está morto, e então BAM! Ele entra pela porta dos fundos correndo pelo corredor, e todo mundo alucinado e, para sua informação, foi aí que ele inventou o High Five. E é por isso que nós esperamos três dias para ligar para uma mulher, porque esse é o tempo que Jesus quer que nós esperemos… História real.”

Barney Stinson

15 de abril de 2008

EU NÃO CRERIA EM JESUS



Pense a respeito da nossa realidade hoje.
Podemos todos crer que as guerras e pobreza deverão acabar um dia, mas quantas pessoas creriam em um auto-proclamado profeta que surgisse do, digamos, Panamá, ou de Serra Leoa e que fosse entrevistado na televisão pela emissora BBC com a seguinte mensagem:

"É chegado o tempo! É tempo de se desmontarem os projetos de armamentos e de nos reconciliarmos com os inimigos. É tempo das prósperas multinacionais se tornarem ricas em generosidade. Não digam amanhã ou depois. O tempo é hoje!"

E se esse profeta dissesse que fizemos tudo errado? Que ao invés de criarmos uma ponte de amor entre as pessoas, nós criamos barreiras e tornamos o evangelho algo restrito para poucos como os fariseus criam? E se entendemos e fizemos tudo errado?

Eu provavelmente não creria.

Hoje eu entendi o quão revolucionário (e louco) era Jesus. No meio de um povo preso pela tradição e dividido por suas opiniões, ele chega com simplicidade e autoridade revelando o verdadeiro evangelho.

O que é o Reino de Deus?
O reino de Deus é um lugar onde as pessoas de má fama, os pecadores, os fracassados, os rejeitados são bem vindos, aceitos e amados. E quem não acolhe essas pessoas de verdade jamais verá sequer os portões deste reino. Que Igreja somos nós? Entendemos de verdade o significado do Evangelho?

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E isso foi o que aprendi nessa manhã lendo o segundo e terceiro capítulo do livro "A mensagem secreta de Jesus", o livro que influenciou vários líderes da Hillsong no The I Heart Revolution.

26 de março de 2008

400x1



Estive meditando nessa semana sobre um profeta no segundo livro de Crônicas: Micaías. Segundo diz o livro ele foi chamado por Josafá (rei de Judá) para profetizar a Acabe (rei de Israel) em relação a um combate em que os dois reis unidos estavam prestes a travar contra Ramote Gileade.

Esse seria mais um dia comum na vida de Micaías senão fosse pelo bando de profetas que ele encontrou quando esteve com os reis. Ao total foram 400 profetas que garantiam a vitória dos reis sobre a cidade de Ramote Gileade.

Que coisa linda não? “Profetas” encorajando reis a lutarem... Algo tão comum na Bíblia. O problema todo é que quando Micaías foi orar a Deus, Deus disse para ele que havia permitido que essas falsas profecias circulassem porque o rei acreditaria nelas. Na verdade o exército não teria chances de vencer.

E então, Micaías, um simples profeta, estava diante de outros 400 prestes a dizer o que Deus havia lhe dito. Uma pausa.

O que você faria nessa situação? Você, um único jovem, magricela, meio geek, diante de outros 400. O que faria com que você se destacasse dentre eles? Bem, essa é uma resposta muito óbvia, prefiro nem comentar.

Micaías foi ousado. Mesmo diante de tantas pessoas garantiu que ao dizer que o exército não venceria estava falando por Deus e que se isso não acontecesse de fato ele não teria sido usado por Deus. E o que ele ganhou por falar a verdade? Um tapa na cara. Literalmente um tapa na cara!

O rei Acabe não acreditou nele. Talvez ele tenha pensado na maioria que amaciava o seu ego, talvez achasse inviável que 400 pessoas pudessem estar erradas. Enfim, ele insistiu em lutar e como já era de se esperar não só perdeu como também morreu no campo.

No fim das contas, dentre 401 profetas apenas um estava certo. Dentre 401 profetas a Bíblia apenas citou o nome de um deles: Micaías. E você ainda acha que 1 pessoa não faz a diferença?

Da próxima vez que se sentir sozinho, achar que a pressão na Igreja está muito grande, achar que você é o único que vê a realidade das coisas... Pode ser que você não esteja errado, pode ser algo que Deus está te mostrando e com isso esperando que você tome uma atitude.

E quando for tomar essa atitude não pense que terá outras 400 pessoas investindo em você.

14 de março de 2008

A CHUVA E O AMOR INCONDICIONAL

Uma frente fria chegou à minha querida VR city me fazendo vir de ônibus para o serviço devido à chuva. As chuvas mudam o meu humor, é complicado explicar, mas em dias de chuva fico (ainda) mais reflexivo. Eu olho para as pessoas, para as circunstâncias e sou levado a pensar de uma nova maneira sobre quase tudo.

Hoje, por exemplo, quando desci do ônibus vim fazendo malabarismos enquanto tentava equilibrar o meu guarda chuva e o meu livro (o dos pinguins) numa tentativa (quase) desesperada de acabar de ler o capítulo antes de chegar na Igreja. No capítulo de hoje Don analisava os seus pensamentos em relação aos cristãos e não cristãos...

Ele havia descoberto que preferia estar num bando de hippies do que com os membros de sua Igreja conservadora. Ler esse capítulo foi o suficiente para me fazer refletir sobre o quanto dizemos amar as pessoas incondicionalmente sendo que na verdade o nosso amor não passa de um amor condicional. Amamos sempre nossos irmãos que sentam ao nosso lado na Igreja, aquela garota nova da Igreja que estamos flertando... Mas amar mesmo sem condições não amamos. Sempre impomos algo para amar, a pessoa precisa ser do nosso estilo, falar como a gente e sempre concordar em tudo. Isso definitivamente não engrandece o nosso Deus.

Amar as pessoas pelo que elas são é um processo, não é do dia para a noite e é uma necessidade se queremos ser completos cristãos. Mas, fala sério, quantos estão dispostos a isso hoje?

E em dia de chuva... nada melhor do que assistir Brooke Fraser cantando na chuva:


9 de março de 2008

OS AMIGOS E A LEI DA ADIÇÃO



“Se você deseja agregar valor ao servir os outros, será um líder melhor. E seu pessoal consegue mais, desenvolve maior lealdade e tem mais prazer em realizar as coisas do que você poderia imaginar. Este é o poder da lei da adição.” – John C. Maxwell.
Uma das grandes coisas que tenho aprendido lendo AS 21 IRREFUTÁVEIS LEIS DA LIDERANÇA é referente à 5ª lei, a lei da adição. E essa mesma lei tem ensinado a ser um amigo melhor do que eu pensei que poderia ser.

Cada pessoa gosta de ser tratada de um jeito, afinal somos seis bilhões de pessoas no mundo inteiro e ainda assim nenhuma é igual à outra e por conta disso cada um merece um trato diferente. Os meus amigos merecem ser tratados de maneira diferente! Não existe uma única forma de agradar a todos.

Pensando nisso tomei como uma meta diária para eu demonstrar o quanto os meus amigos são importantes aplicando a lei da adição de valores. E afinal, que lei é essa? Um bom líder sabe como atingir aos seus liderados, um bom amigo sabe o que agrada o seu amigo e tenta utilizar isso para ser notado, para mostrar os seus sentimentos.

Se esforçar para descobrir o que agrada a uma pessoa e tornar isso real faz com que você seja uma pessoa mais altruísta, que tenha mais empatia e o resultado é quase como o seu reflexo no espelho: as pessoas passam a confiar em você, a te ver como um referencial, alguém com quem de fato possam contar.

Agora, seja sincero. Com quantas pessoas podemos realmente contar hoje? Eu diria que pouquíssimas, talvez consiga contar apenas com os dedos de uma mão. De qualquer forma, hoje eu já posso adicionar algumas pessoas a mais nessa matemática devido à aplicação da lei da adição nas últimas semanas que vivi. Não só ganhei novos amigos, como também me tornei amigo dos meus amigos.

28 de fevereiro de 2008

O DIA EM QUE TROUXE DON MILLER AO SERVIÇO



Estou lendo COMO OS PINGUINS ME AJUDARAM A ENTENDER A DEUS (ou simplesmente Blue like jazz) há algumas semanas e tenho me surpreendido com Don Miller. A forma digamos assim, "pecadora", com que ele escreve cada capítulo, a sua visão simples de ver o mundo aos olhos de um simples e mero pecador em busca de redenção... É como conversar frente a frente com ele. Mas hoje, ler este livro trouxe uma pequena polêmica ao meu serviço.

Eu trabalho há 2 anos no Ministério de Comunicação da Igreja e hoje como num dia comum vim caminhando lendo mais um capítulo distraidamente. Quando cheguei na minha sala deixei o livro na minha mesa, nem me liguei, simplesmente joguei ele lá. Alguns minutos depois alguns pastores começaram a chegar, olhar o título e folhear algumas páginas encontrando termos como: cenouras sexy, sexo dos pinguins... Isso foi o suficiente para eu ouvir coisas do tipo: É você que tá lendo esse livro? Esse cara não é muito crente, é?

Essa situação me fez lembrar de outros livros "polêmicos" como CRIATIANISMO CRIATIVO que me renderam perguntas semelhantes. Será que é tão difícil hoje em dia ser criativo no meio cristão? Ler livros, revistas que vejam de um outro ângulo o Evangelho? Não é deturpar o que a Palavra diz e muito menos pregar algo além da verdade, é falar o que se passa na mente das pessoas, é ser direto, é parar de fazer rodeios e criar um canal mais direto com a nossa realidade (que muitas vezes assusta).

Tenho certeza que Don Miller não pensava muito enquanto escrevia o livro no impacto que isso traria nas vidas das pessoas, o que elas iriam pensar (se pensasse com certeza não teria publicado). Ele simplesmente estava lá, num pub, escrevendo a sua realidade, colocando no papel o muito que estava em sua cabeça.

Nem tudo é excelente, nem tudo é um manual para uma vida melhor, mas sem dúvidas é bom saber que existem outras pessoas por aí que pensam, que sentem medo, que erram como qualquer um. Isso ajuda a quebrar a imagem de que todo cristão é perfeito e sabe de tudo.

Nessas horas penso como seria legal reunir um bando de jovens cristãos num fim de semana para falar abertamente sobre o que se passa na mente de cada um. Tenho certeza de que termos como "sexo dos pinguins" e "cenoura sexy" seriam os termos mais leves que ouviríamos.

26 de fevereiro de 2008

A PUBLICIDADE QUE CONQUISTA

A nova cara da publicidade
A publicidade está passando por (mais uma) transformação e ela tem acontecido basicamente na forma em que uma empresa divulga a sua marca. Hoje uma empresa de visão não divulga o seu produto, divulga a sua causa. O objetivo não é mais exibir o maior número de produtos em 30 segundos, mas conseguir alcançar o coração do cliente, faze-lo se conectar com o que está usando, torna-lo um verdadeiro parceiro.

E será que essa estratégia dá certo?
Com certeza que sim! O retorno tem sido muito maior do que o esperado, isso porque quando o cliente se identifica com a marca, a empresa, ele se torna o maior divulgador dela e acaba alcançando pessoas e lugares que normalmente não seriam alcançados através da mídia.

Alguns exemplos
Assisti na semana retrasada o novo comercial do site Submarino que optou ao invés de mostrar a promoção da semana, exibir uma série de frases com animação que transmitem todo o trabalho que a equipe está disposta a fazer para satisfazer o cliente.

Outro exemplo interessante também e talvez o mais abrangente é a campanha da real beleza realizada pela DOVE. Cada comercial é tão realístico e transmite tão bem o que as pessoas são capazes de fazer para serem quem não são que se torna quase impossível não apoiar a iniciativa.

Como utilizar a nova cara da publicidade em nossas Igrejas
Quando nós nos deixamos influenciar por essa onda conseguimos reter o que há de melhor nela: a identidade. Essa estratégia pode ser uma ótima opção quando decidimos parar de “vender” os cultos da semana em convites e cartazes e decidimos alcançar o coração do não cristão.

O que o atrai? Quais são as suas necessidades? Como criar uma ponte entre a Igreja e uma pessoa que simplesmente (acha que) não quer Jesus? Essas são as perguntas básicas que deveríamos responder antes de preparar a divulgação de qualquer evento. Uma boa divulgação pela Igreja é feita quando atraímos não só os irmãos da Igreja ao lado, mas também os jovens que viram a noite numa balada. Afinal, ganhar vidas é a nossa principal missão!

18 de fevereiro de 2008

UM ANO VERDE

2008 já é um ano verde.
Parece que está todo mundo se reunindo para falar dos problemas ecológicos do mundo e onde quer que eu vá sou abordado de alguma forma sobre este assunto, seja nos comerciais do Bradesco ou na nova campanha do jornal O GLOBO... Ser verde se tornou sinônimo de preocupação com o futuro e é onde a mídia tem mais investido nos últimos meses.

Mas do que eles tanto falam?
Eu não sei! Ouço muito falar, sei o básico do básico, mas não entendo de fato para onde o mundo está caminhando. Acho que finalmente chegou a hora de me envolver com essa causa, de começar a agir e a defender mais o meio ambiente. Desisti de me manter por fora, de simplesmente ignorar. Se há alguma forma de ajudar (e eu sei que existem muitas) eu quero participar. Calma! Eu não vou entrar para o Greenpeace ou me unir a uma equipe para a salvação de ursos pandas selvagens, mas quero agir como individuo e influenciar outros a agirem também. Tenho certeza que se cada um fizer o que está ao seu alcance (por mais simples que seja) já estará contribuindo.

O primeiro passo
A primeira coisa da minha lista para um ano mais verde é assistir ao documentário UMA VERDADE INCOVENINENTE de Al Gore (ex-presidente americano). Eu já ouvi falar muito bem dele e do Oscar que ganhou, mas admito que a vontade de assistir partiu mesmo foi do episódio GREENZO de 30 Rock em que ele faz uma participação como defensor ecológico.

Espero através do documentário saber em que pé andam as coisas e a partir daí iniciar uma pesquisa mais profunda. E você? Planeja se tornar mais verde em 2008?

15 de fevereiro de 2008

A ORAÇÃO SIMPLES E DESCOMPLICADA

O poder da simples oração é algo que eu nunca entenderei realmente. Eu vivo dizendo aos meus discípulos: simplesmente orem, falem com Deus, mas por muitas vezes me peguei tentando fazer algo que chame mais a atenção do que orar. Um esforço em vão. Até hoje a oração ainda é a melhor forma de estar perto de Deus e de ouvi-Lo.

Por exemplo, nessa semana comecei a minha tão sonhada faculdade de Publicidade e devido aos custos de matrícula e mensalidades falei com Deus: Não tenho condições de bancar tudo isso e preciso começar a trabalhar além das 4 paredes da minha Igreja. Quero ganhar experiência na área e fazer mais freelances. Eu falei isso na segunda.

Hoje é sexta e nos últimos dias recebi 2 propostas de freelances: uma para uma Igreja em Cabo Frio e outra para um Projeto da minha denominação. Todos projetos que podem me oferecer uma certa estabilidade nos próximos meses, caso consiga fechar.

São momentos assim que me fazem entender que Deus é comigo e que eu não preciso de me esforçar muito, basta apenas orar, fazer minha parte e O deixar agir. É simples e descomplicado, quem complica sou eu.

29 de janeiro de 2008

LIDERANDO ADOLESCENTES

Hoje, se você me perguntar posso te enumerar uma lista com 100 coisas boas e não tão boas de se liderar adolescentes e jovens, afinal é sempre um desafio. O primeiro passo eu diria que é ganhar a confiança deles. Confiança é tudo! E quando temos a confiança podemos de verdade discipular e andar junto. Hoje, baseado nisso tenho duas coisas para te dizer:

1) Deus quer salvar e quer que você cuide!
Durante uma oração em meu quarto nessa semana Deus me disse algo: Eu quero muito salvar os jovens dessa geração, mas é necessário que você vá até eles! E isso é verdade. Um exemplo muito recente foi o Encontrão de Adolescentes que fizemos na semana passada reunindo mais de 60 adolescentes não cristãos. Lá eu pude ajudar fazendo teatro e ministrando sobre eles e como fruto disso 30 aceitaram a Jesus e todos aceitaram receber estudos. E qual é o fruto disso? Seis deles entraram no meu discipulado e agora estou cuidando de perto.

2) Trabalhar com adolescentes é simplesmente recompensador
Até hoje alguns se assustam quando falo que todos os meus discípulos são adolescentes, mas não tenho vergonha de falar isso. Para mim hoje, é uma escola aprender com eles e poder ajudar. A cada dia vou à Igreja e os vejo crescendo, se tornando discipuladores e cara, isso não tem preço. Aliás, cuidar de vidas não tem preço.

Enfim... Se você já começou e desistiu desse lance todo de cuidar, pastorear, liderar... Ou então acha que não leva jeito, eu te digo: Não pule fora desse barco. Ainda tem muita onda pela frente e não são elas que vão te deixar a deriva. De uma forma ou de outra, Deus ainda ta no controle e não faz nada sem um objetivo específico.

24 de janeiro de 2008

DEUS ESTÁ DISPONÍVEL

Você já parou para olhar e ver ao redor a quantidade de anúncios que te cercam?
De manhã ao abrir o jornal, um pop up ao entrar no site da UOL, na traseira de um ônibus que cruza a rua... Tem anúncios em todos os lugares. Todo mundo tem algo a oferecer, é uma disponibilidade incrível de produtos.

Qual foi a última vez que você trocou de celular? Confesso que a cada dia que passa fica mais difícil de permanecer com o mesmo modelo por mais de 10 meses. Tudo muda muito rápido e na hora de comprar são tantos modelos e funcionalidades que fica difícil escolher um que tenha tudo o que quero, afinal todos tem o que quero e o que não preciso. Quando fui comprar o meu mais recente (no último Natal) escolhi pelo preço e pelo visual: queria um bem baratinho e que ao mesmo tempo parecesse ser bem mais caro. Não foi difícil encontrar o meu Motorola.
Mas o que isso tem haver com Deus? Será que dessa história toda de disponibilidade e celulares podemos aprender algo? Eu creio que sim e vou te provar:

DEUS ESTÁ DISPONÍVEL
Deus não se compra numa loja, mas Ele vem sendo anunciado como um produto em muitas. Em nossas Igrejas evangélicas, em nossos eventos, em nossos convites... É como um anúncio bem grande em cada esquina dizendo: Deus está aqui e quer ter um relacionamento com você. Mas todo produto tem um preço e se Deus tivesse um preço seria dividido em vários modelos: do mais caro e funcional ao mais barato e fútil.
O BARATO E FÚTIL
Alguns caem em nossas estratégias de marketing e de fato decidem ter Deus morando neles, mas querem pechinchar. Querem Deus por um preço cômodo, que não exija muito. São os clientes nada exigentes, que querem apenas “um celular que ligue e faça ligações”. Como eu explicaria esse grau de intimidade com Deus?

Como uma relação simples. A pessoa acorda e ora, almoça e ora, vai dormir e às vezes hora. Vai a Igreja com os pais, participa de alguns eventos, mas na verdade nunca se envolveu com o Deus que anunciamos anteriormente. Para alguns o pouco é o bastante.

O CARO E O FUNCIONAL
Ainda bem que existem os clientes mais exigentes, pois eles nos impulsionam a uma louca tentativa de surpreendê-los. Louca, porque nem todos acreditam. Esses sim querem o melhor do que já é bom, querem Deus além de qualquer evento ou ato de religiosidade, querem Deus por completo, querem uma amizade, um relacionamento. As ofertas são muitas, mas se queremos ter o melhor é preciso pagar mais caro, é preciso trabalhar para ter e MANTER!

Lembro que ao comprar meu segundo celular minha mãe disse: Não adianta um modelo da moda, é preciso ter o dinheiro suficiente para mantê-lo mensalmente. Com Deus não é diferente! Não basta lutar e perseverar para tê-Lo de forma abundante é preciso ter condições de manter a Sua presença. Alguns aparelhos saem de moda rápido, mas Deus não! Ele é o mesmo desde a criação do mundo, mas as formas de adorá-Lo e mostrá-Lo ao mundo evoluíram e fazem dEle o que há de melhor a se oferecer.

E esse sucesso nenhum iPhone pode ofuscar.

23 de janeiro de 2008

POR QUE COISAS ASSIM ME AFETAM TANTO?

Acabei de ler que o ator Heath Ledger, o coringa do novo filme do Batman, foi encontrado morto em sua casa rodeado de pílulas. Tudo indica que foi suicídio. Eu já comentei aqui há um tempo atrás um caso parecido, mas ainda hoje notícias como essa me abalam e muito.

Confira alguns depoimentos de amigos do ator:
“É terrível, estou chocado, mas, para dizer a verdade, sabia que isso aconteceria”, disse ao site um amigo próximo de Ledger que não quis se identificar.

“Heath enfrentava um caminho difícil na tentativa de ficar sóbrio”, afirmou outra fonte do site. “A situação estava negra, sua única alegria era Matilda”, disse, referindo-se à filha de dois anos do ator com a atriz Michelle Williams.

“Infelizmente, ele não buscou ajuda a tempo”, acrescenta fonte do site.


Corpo sendo retirado do apartamento

Eu leio histórias públicas como a dele e me vem a mente as milhares de outras existentes e que não se tornaram públicas. Então começo a pensar em como andamos a passos lentos, em como a nossa geração ainda não está como deveria, em como fazemos tão pouco enquanto o inferno faz tanto em tão pouco tempo. Sinto como se houvesse um peso muito grande sobre nós, talvez sejamos a última geração, talvez essas celebridades, esses jovens dependem de nós para encontrarem Jesus.

Jesus é o caminho.
E nós? Somos uma barreira no meio do caminho?
Ou fazemos parte do caminho?

20 de janeiro de 2008

A ANSIEDADE E OS ALCÓLICOS ANÔNIMOS

Ansiedade. Ela pode te consumir. Nós podemos superestimá-las.
Mas como acabar com ela? Como não ter tendências precipitadas?
Acho que a resposta para essa pergunta se encontra num bom livro para alcoólicos anônimos: viva um dia de cada vez. Não quer dizer que será fácil, não quer dizer que você nunca mais lidará com ela, mas é preciso dar o primeiro passo. As preocupações estão aí, mas com elas começamos a trabalhar com nossas próprias forças e isso definitivamente não atrai a presença de Deus. O que Deus espera? Que trabalhemos contando com as Suas forças e nossa iniciativa.

Então, se achar que está fazendo demais, pare por aí. Na hora. As tarefas podem parecer muitas, mas na verdade nunca serão se Deus estiver te direcionando em todas elas.
Ansiedade. Ela pode te consumir, se você deixar.

17 de janeiro de 2008

UMA CONFISSÃO: ANSIEDADE

Já dizia minha amiga melancólica assumida: Somos ansiosos com tendências precipitadas. Ah, como gostaria de dizer que ela está errada, mas aí eu estaria mentindo e muito. Ansiedade, é algo com que lido todos os dias, tem hora que dá vontade de me entregar as preocupações e ser consumido por elas, mas isso eu não faço não!

Acho que cada um lida com o seu leão a cada dia, e quando digo lidar, quero dizer matar. Matar nossas vontades mais obscuras, nossas fraquezas que tentam nos afastar de Deus. Não é fácil. Não mesmo. Às vezes dá vontade de abraçar o mundo, de fazer tudo sozinho, de rejeitar a ajuda... E isso pode complicar (ainda mais) o lance todo que envolve a confiança. É uma confissão e ao mesmo tempo é um desabafo e que ao mesmo tempo uma chance de melhorar.

Esperar em Deus. É tão simples falar isso num culto à noite, com todo mundo num templo cheio com ar condicionado e poltrona confortável. Eu quero ver é esperar em Deus quando você está numa crise de ansiedade ou quando você espera, espera e espera e parece que toda essa espera foi em vão. É uma confissão e ao mesmo tempo é um desabafo e que ao mesmo tempo uma chance de melhorar.

15 de janeiro de 2008

ESDRAS EM 50 MINUTOS: UMA REFLEXÃO ETERNA

Ontem “devorei” os 10 capítulos do livro de Esdras em 50 minutos num ponto de ônibus. Uma cena nada convencional digamos assim... Enfim, esses 50 minutos foram o suficiente para gerarem várias horas e reflexão sobre um cara que tinha todos os motivos para abandonar um bando de pecadores, mas que mesmo assim insistiu. Um exemplo para nós, que temos passado por problemas em nossas Igrejas.

Calma. Eu te explico o por quê.
Enquanto o povo de Israel começava a reconstruir o templo de adoração numa Jerusalém destruída, vários reis se levantaram para impedir tal reconstrução, até que Esdras interveio e usou de sua influência para convencer os reis daquela época que tal feito havia sido ordenado por Deus. Então, após muitos esforços, Esdras conseguiu não só que os israelitas tivessem a permissão de continuar o trabalho, como também conseguiu todo o material (ouro, prata, bronze, madeiras...) para a construção.

O cara simplesmente viajou kilometros de distancia, correu grandes perigos, tudo para ajudar o povo escolhido a adorar ao Senhor e quando chega lá encontra todo mundo em pecado fazendo o oposto do que Deus havia mandado.

Agora me diga você. O que você faria nessa situação? E se você se esforçasse ao máximo para ajudar a Rede de Jovens, o Ministério de Louvor da sua Igreja e depois de tudo isso visse que foi em vão? Você desistiria? Abriria mão?

Esdras me surpreendeu. Qual foi sua atitude? Ele se humilhou, se uniu ao povo e foi buscar o perdão de Deus sobre aquele lugar, ele chorou, abraçou o povo e levou eles a entender o tamanho de seu pecado. O resultado? O povo se arrependeu, se uniu e então continuaram a construir o templo.

Às vezes é necessário mais do que esforços em tempos oportunos. Um bom líder precisa estar pronto para das piores situações encontrar a motivação certa para continuar e não perder o objetivo.

3 de janeiro de 2008

QUANDO SURGEM AS BARREIRAS?



Nos últimos dias tenho buscado um tema para 2008, algo que me impulsione a lutar e acreditar durante os próximos 362 dias e ontem à noite, no terraço da minha casa, Deus me deu um tema: UM ANO ILIMITADO. 2007 foi um ano de permanência e 2008 é o ano de ultrapassar barreiras.

Quando surgem as barreiras?
Um corredor não encontra barreiras quando está parado. Ele até as vê, mas só as encontra de fato quando está correndo, suando... Você se prepara, se aquece, se motiva e então começa a correr. No início é tranqüilo, você corre com toda força, mas então os kilometros vão se multiplicando, o suor começa e as dúvidas chegam e aí você percebe: Se quero vencer terei que ultrapassar as barreiras que me impedem de chegar à vitória.

Este é o tempo chegado. As barreiras existem sim e elas estão bem próximas de mim, mas agora é a hora de não pular por cima delas, mas de destruí-las, é hora de abrir caminho para a glória do Senhor nesta geração.

Se prepare para o in-crível, para o im-possível!
Eu sei que tem mais...

28 de dezembro de 2007

O ÚLTIMO POST DO ANO (??)

Às vezes eu penso na minha vida como uma série, a cada ano uma nova temporada, a cada semana um episódio. Isso soa geek demais para você? Então nem continue lendo o post...

Resolveu continuar? Então embarque nessa comigo.
2007 chegando ao fim... E pra mim hoje é meu season finale, aquele dia em que tudo chega a uma conclusão, em que paro e penso em tudo que Deus fez até aqui e tento me imaginar nos próximos 12 meses. Gosto também de começar a pensar em qual será o tema de 2008. O desse ano foi I Stand for Him (Eu permaneço por Ele), mas o do ano que vem ainda não cheguei a uma conclusão.

Já amanhã será o início de uma nova temporada, um novo ano. Eu sei que ainda é 29/12, mas a viagem à São Lourenço promete ser um daqueles episódios cheios de novidades, reviravoltas e novas amizades e eu estou pronto para isso. Que venha 2008!

Agora chegou a hora de me despedir. Não sei se dará tempo de um post antes do dia 31, então... Muito obrigado Poliane, Thiago, Renato, Ricardo, Rafael, Ramada, Jonatas e todos aqueles que não mencionei aqui... por cada blogueiro que me acolheu em 2007 e que me tornou um link em seu blogroll. Por cada comentário, cada ajudam, cada crítica. OBRIGADO BLOGOSFERA! *secando as lágrimas

Nos vemos em breve com muitas novidades.

21 de dezembro de 2007

2007 - O ANO DE PERMANECER - Parte 2


* a parte 1 está aqui!

Ainda continuando a série de pequenas reflexões sobre grandes coisas que aprendi em 2007...

Deus pede para você abrir mão de coisas inesperadas em momentos inesperados.

O mês de fevereiro foi um mês árduo para mim. Durante este tempo Deus me confrontou de diversas formas me convidando a abrir mão de coisas inesperadas para mim. Às vezes vivemos uma vida na média, vamos a Igreja, oramos... E isso ainda é pouco, muito pouco. Foi aí que Deus me trouxe uma convicção sobrenatural do meu chamado, dos meus sonhos e me mostrou que eu ainda poderia viver muito além do que eu via.

Tomar certas decisões, abrir mão de certas coisas foi difícil, mas hoje eu vejo que foi muito necessário. Hoje colho frutos deste tempo e tenho certeza de que já não sou um mero espectador nos cultos, mas um agente ativo para que tudo aconteça.